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12
jun
2012
Francisco Lima

Bases para uma Empresa Sem Barreiras Atutidinais

Extraído de: http://www.deficienteciente.com.br/“.
4- Atitude de Ignorância ou Desconhecimento
Um empregado com deficiência é muitas vezes rejeitado como incapaz de realizar uma tarefa antes mesmo de lhe ser dada uma oportunidade de tentar. Não presuma que você conhece as habilidades de uma pessoa com deficiência só porque já viu ou conheceu outra pessoa com mesma deficiência.
5- Comportamento de Generalização
Muitos colaboradores supõem que uma dada deficiência de um trabalhador afeta negativamente outros sentidos, habilidades ou traços de personalidade, ou que a pessoa como um todo é deficiente. Por exemplo, muitas pessoas gritam (falam com voz demasiadamente alta) para pessoas cegas, ou não esperam que pessoas que usam cadeiras de rodas tenham inteligência para falarem por si próprias. A pessoa que generaliza incorre no erro de não ver o indivíduo como um todo, vendo-lhe apenas a deficiência.
6- Crença em Estereótipos
O outro lado do comportamento de generalização são as generalizações positivas ou negativas que as pessoas formam a respeito das deficiências. Por exemplo, muitos acreditam que todas as pessoas que são cegas são grandes músicos, todas as pessoas que usam cadeiras de rodas são raivosas, todas as pessoas com deficiências cognitivas são inocentes e dóceis, e todas as pessoas com deficiências são tristes e amargas. Aceite seus colegas de trabalho como eles são, e não generalize baseado em sua própria observação.
7- Atitude de Medo
Muitas pessoas têm medo de que vão fazer ou dizer a coisa errada perto do empregado com deficiência. Elas, portanto, evitam seu próprio constrangimento, esquivando-se desse empregado. Outras vezes, podem buscar manter um empregado com deficiência “afastado”, por receio de que ele venha dizer ou fazer algo que vá ofender um cliente, ou manter afastado o cliente para “protegê-lo” do contato com o empregado com deficiência .
8- Vantagem ou Favorecimento
Muitos colaboradores acreditam que indivíduos com deficiência recebem vantagens especiais, ou exigências menores no trabalho. As mesmas condições precisam ser asseguradas a todos. O respeito às necessidades do trabalhador com deficiência não implica na defesa de privilégios especiais para o empregado com deficiência, apenas exige oportunidades iguais para eles.
Muitas deficiências, tais como deficiências cognitivas, transtornos psicológicos, epilepsia, câncer, artrite e problemas cardíacos não são visíveis. Por isso, muitas pessoas pensam que essas não são deficiências que precisem de tratamento diferenciado. Defini-se deficiência como uma condição que limita substancialmente uma ou mais atividades da vida. A promoção da igualdade de condição para todas as deficiências, visíveis ou ocultas, que se enquadrem na definição acima, pode manter trabalhadores valorosos no emprego e abrir portas para outros.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao falarmos de empregabilidade e de responsabilidade social, estamos convidando toda a sociedade, nela incluída a empresa, a transformar-se de modo a respeitar os direitos humanos de todas as pessoas, sem o que não haverá inclusão, sem o que não haverá cidadania, sem o que não haverá humanidade nas pessoas; com o que a empresa manifestará seu total potencial empregador para todos os seus empregados (trabalhadores com e sem deficiência), com o que oferecerá melhor qualidade de vida para seus empregados, com o que receberá maior produtividade destes, com o que alcançará maiores lucros (garantidos, qualitativa e quantitativamente), com o que a empresa será digna de receber o título de “Empresa Socialmente Responsável e Inclusiva”.”