auto advocacia; pessoa com deficiência; Supremo Tribunal Federal; Ministro com Deficiência.

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01
jun
2012
Francisco Lima

Pessoas com Deficiência Querem Ser Conduzidas ao STF Pela Indicação da Presidenta.

Deficiência não é currículo, mas uma pessoa com um excelente currículo e com deficiência, se não tiver apoio, ficará na obscuridade, na invisibilidade a que as pessoas com deficiência têm sido comumentemente relegadas.
Com efeito, de um lado as estatísticas, em nosso país, indicam 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, de outro, apenas uma ínfima minoria de brasileiros com deficiência tem acesso aos bens culturais e serviços públicos, com igualdade de condições e de oportunidade equiparada a de seus compatrícios sem deficiência.
Cientes disso, assim como acontece alhures, aqui as pessoas com deficiência têm-se erguido num processo de auto advocacia, lutando por si e, ao fazê-lo, também por seus pares, na medida que a elevação social de uma pessoa com deficiência tem cumprido o papel de elevar consigo o geral das pessoas com deficiência, na medida em que rompe com barreiras atitudinais presentes na sociedade.
A consciência de que só é se fazendo presente na sociedade que se poderá por ela ser visto, levou, em 1981 a se cunhar entre as pessoas com deficiência o lema "nada sobre nós, sem nós", o que nos dias de hoje implica dizer “
nada sobre nós, sem voz”.
E é para ter voz, para mostrar o potencial da pessoa com deficiência e para exigir o respeito aos direitos que são garantidos nas leis nacionais e em tratados internacionais que as pessoas com deficiência, cada vez mais buscam ocupar espaços que antes não lhes eram permitidos sequer sonhar com a possibilidade de aspirar.
Nesse movimento de sublevantamento, hoje se tem juiz com deficiência visual, posição negada às pessoas cegas, ainda num passado recente; hoje se tem um diplomata em cadeira de rodas, embora apenas um entre os mais de mil diplomatas brasileiros; hoje se tem professor com deficiência intelectual, quando recentemente, as pessoas com essa deficiência eram taxadas de “educáveis, treináveis e mesmo, não-treináveis” e eram confinadas a ambientes segregados que pretendiam substituir escolas e que não formavam para o desempenho acadêmico; hoje se tem mestres e outores surdos, falantes de Libras, quando no passado apenas as pessoas surdas oralizadas tinham alguma chance de conseguir esse título acadêmico, entre outras conquistas da e pela pessoa com deficiência.
Na espera política, as pessoas com deficiência, também têm quebrado barreiras sociais, sendo votadas (a despeito do preconceito e da discriminação) alcançando sucesso profissional pelas habilidades que têm.
Mas, as pessoas com deficiência aspiram por mais, anseiam por mais, merecem mais, até por conta de um déficit social para com elas.
Agora querem um de seus representantes, também no Judiciário, desejando, com isso que a mais alta Corte de Justiça Brasileira reflita em seu seio, a capacidade, o potencial, a força e a sensibilidade humanística da pessoa com deficiência.
Com vista a ver essa aspiração tornar-se realidade, começa um movimento de apoio à indicação do nome do juiz Dr. Roberto Wanderley Nogueira, pessoa com deficiência física, ao Supremo Tribunal Federal, STF.

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