Direitos Humanos; Pessoa com deficiência; Ana Paula Crosara de Resende.

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08
jun
2012
Francisco Lima

Quando é que Os Direitos Humanos Perdem?

Quando os Direitos Humanos Perdem?
Sempre que um de seus defensores se vai, como agora foi a hora da ativista pelos direitos humanos, a Dra. Ana Paula Crosara de Resende, pessoa humana com deficiência.
“Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.”, eles dobram por ti, Dra. Ana Paula Crosara de Resende; por nós, pessoas com deficiência; por nós, defensores dos direitos humanos, pois fomos nós quem perdemos sua companhia, sua força, sua energia que sempre estiveram/ foram empregadas em favor da pessoa humana.
Esteja em paz, Ana Paula, pois sabemos que seu trabalho não foi e não será em vão.
De minha parte, Moça, sempre lembrarei de você pelas lições que me ensinou e que soube tão bem resumir no texto que transcrevo a seguir:
"APARTHEID CONTRA A PESSOA COM DEFICIÊNCIA"

"Vivemos em um mundo onde muito se fala sobre Direitos Humanos, mas o desrespeito permanece em pauta para muitos dos humanos. Na maioria das vezes, no imaginário coletivo, quando se fala em direitos humanos associamos com cadeias lotadas, práticas cruéis e de tortura para presos. Ocorre que, existem várias pessoas que, apesar de serem gente, da mesma espécie científica dos homo sapiens, parecem invisíveis e não são facilmente associadas as questões que envolvem direitos humanos.

Estou falando das pessoas com deficiência, que em muitos casos não cometeram nenhum crime e que ainda pagam impostos, mas são excluídas da possibilidade de usufruir de direitos humanos básicos, simplesmente por conviverem diariamente com uma deficiência que receberam de “presente da vida”.

Importante esclarecer que a deficiência dessas pessoas é só mais uma característica dentre as várias que todo mundo possui, mas comumente é representativa dessas pessoas, como se a pessoa fosse sua deficiência, o que é um absurdo!

Muitos dos meus leitores vão dizer que não, que as pessoas com deficiência também são sujeitos de direitos, inclusive os humanos e universais, e que a legislação brasileira e até a nossa Constituição não fala em diferentes níveis de cidadania.

Tudo muito lindo até aparecer uma pessoa com deficiência no mundo real e que queira estudar na sua escola, ler os livros que você publicou, trabalhar na sua empresa, divertir-se no seu estabelecimento de lazer, até mesmo freqüentar a sua igreja, assistir a um casamento ou fazer uma visita à sua casa ou local de trabalho.

O pânico aumenta se essa pessoa se recusar a ser carregada ou se simplesmente apontar que o problema é a escada, a falta de livro no formato acessível, a ausência de áudio-descrição na propaganda linda que você colocou na televisão, ou a falta de acessibilidade virtual no sítio da sua empresa.

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